Djerba, o paraíso turquesa

A ilha de Djerba encontra-se a poucos quilómetros da costa da Tunísia, estando ligada por uma “calçada romana” ao continente. O destino paradisíaco é cada vez mais procurado pelas suas águas quentes e cristalina, pela areia fina pontilhada por palmeiras e pelo clima mediterrâneo temperado com o calor árido trazido pelos ventos do deserto.

Dada a escassez de água na ilha, a “calçada romana” permite também o fornecimento de água através de condutas que abastecem os luxuosos resorts turísticos. Eu recomendo o Seabel Aladin Djerba, um resort de 3 estrelas, com uma relação qualidade-preço imbatível, com praia privativa incrível e limpa, muita animação e uma piscina que bate qualquer estância de 4 estrelas.

A melhor forma de chegar à ilha é através do Aeroporto de Djerba-Zarzis e neste caso compensa recorrer às agências de viagens, onde é possível adquirir pacotes com voo e estadia em regime de tudo incluído por cerca de 500€, dependendo da época do ano.

Mal o avião começa a rasar o litoral apercebemo-nos que estamos a chegar a um destino paradisíaco, com a água turquesa e as centenas de palmeiras a dançar com a brisa, contudo, apenas se confirma a teoria quando chegamos às praias incríveis que a ilha tem para oferecer e mergulhamos naquelas águas quentes, como se de um caldinho se tratasse, onde o difícil, é conseguir sair (ao contrário do que acontece aqui no Norte!).

Apesar dos pontos fortes da ilha serem, sem dúvida, o seu clima e as suas praias, a vertente cultural é também extremamente rica e interessante, valendo a pena visitar o Museu de Guellala, que ilustra aspetos da vida quotidiana tunisina, localizado no ponto mais alto da ilha, com os seus vertiginosos 53 metros de altura.

A capital e única verdadeira cidade de Djerba é Houmt Souk, onde nos podemos deliciar com o autêntico espírito da ilha, uma urbanização pitoresca, com as suas portas e janelas pintadas de turquesa e recheada dos tradicionais mercados ao ar livre, para vibrarmos com as cores das especiarias, chás, artesanato e toda a agitação do quotidiano local.

Para uma experiência religiosa que transcende todos os sentidos, é indispensável uma visita à Sinagoga de El Ghriba, um dos mais antigos templos judaicos do mundo. As mulheres devem tapar a cabeça com um lenço, os homens usam o quipá e todos se devem descalçar antes de entrar no espaço sagrado e apreciar em silêncio a arquitetura para, logo de seguida, deixar uma mensagem no muro das lamentações judaico.

Quanto à gastronomia tunisina, baseia-se muito em cuscuz, legumes e carne temperada com um molho de sabor bastante característico. Sinceramente não fiquei fã (mas também toda a gente sabe que sou muito esquisito com o que como) e daí ser apologista de se optar por um alojamento com regime de tudo incluído, uma vez que os buffets costumam oferecer uma diversidade de comida internacional e adaptada ao gosto de todos.

A ilha está artilhada com uma verdadeira panóplia de atividades para os tempos livres, desde desportos aquáticos, parapente, passeios de moto-quatro, a camelo e até mesmo uma excursão num barco pirata. Normalmente a própria agência de viagens trata de apresentar as ofertas disponíveis, contudo também existem algumas opções interessantes no Get Your Guide.

Para saberes com o que contares se decidires partir numa aventura ao deserto do Saara, clica aqui.

Quanto à moeda local, é o dinar tunisino (TND) e aconselho-te a levantares no multibanco à chegada um montante que seja suficiente para o que pretendes gastar, uma vez que são cobradas taxas de conversão a cada levantamento. É considerado crime a importação e a exportação da divisa, pelo que é importante trocares o montante do dinheiro que te sobrar por euros no aeroporto, antes de embarcares de volta a casa.

É também importante entender que a Tunísia é um país extremamente pobre e o choque cultural é inevitável, mas é isso mesmo que lhe confere a sua beleza e carácter únicos. Contrariamente ao que se possa pensar, em nenhum momento me senti inseguro, notando-se apenas um reforço do patrulhamento do exército devido à crise de ataques terroristas que ameaça o mundo.

Se estás a pensar visitar a ilha, este é o momento para agarrares a oportunidade em que os preços estão ridiculamente baixos e voltar para casa, inevitavelmente, apaixonado(a) por este destino. Qualquer dúvida ou para mais instruções, fico à tua espera nos comentários abaixo.

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9 Replies to “Djerba, o paraíso turquesa”

  1. Boa noite, gostaria de saber qual a agencia que escolheu para fazer o seu pacote de viagem.Adorei o site relato, estou aínda mais curiosa e com vontade de ir para Djerba de lua de mel.Muito obrigada pela partilha.

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  2. Olá Cátia! Nós reservámos pela Best Travel. Nós é que agradecemos o seu comentário e ficamos extremamente contente por termos ajudado na decisão! Vão adorar Djerba! E já agora, muitas felicidades para os pombinhos 🙂

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  3. Olá, gostava muito de fazer a excursão ao deserto, já fiz uma pesquisa acerca disso, mas existem milhentas opções e opiniões bastante diferentes dos visitantes ! Há quem fale em comprar as excursões fora do hotel! Compraram a excursão para o deserto no vosso hotel(Seabel aladin)?! ?

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  4. Não sei se é aplicável a toda a gente do hotel. É mesmo organizado pela agência, que tem colaboradores que tratam disso e falam inclusivamente português! Se reservar por esta agência, depois fazem uma reunião no hotel onde apresentam todas as excursões.O hotel do deserto é razoável, mas nada de especial :/

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