Roma, a cidade eterna

Olhando para os países na zona do Mediterrâneo, a ‘botinha’ chama logo à atenção. A escolha foi a bella e eterna cidade de Rómulo e Remo.

Começamos, como é logico, pela compra da viagem de avião, não ficou cara, aproximadamente 70€ ida e volta. Começámos a viagem para o Aeroporto de Ciampino pela Ryanair.

Chegamos de manhã cedinho e, para fazer o caminho do Aeroporto à zona do nosso hotel (Termini) decidimos comprar os bilhetes de ida e volta pela TerraVision (já não é a primeira vez que faço as viagens de transfers por esta companhia e para além de ser barato é, realmente, de confiar).

Chegadas à zona de Termini, almoçámos no mercado da própria estação de Termini e caminhámos 5 minutos até ao Hotel Impero. A estadia ficou por 260€, quatro noites para duas pessoas e tem uma ótima relação qualidade-preço. A reserva foi feita só com pequeno-almoço incluído porque queríamos muito aproveitar a gastronomia italiana e os próprios restaurantes. O pequeno-almoço era muito completo e os quartos muito bons. Para além de tudo isto, fica situado perto de grande parte dos monumentos principais de Roma, numa distância a pé. Recomendo!

Falando de visitas e passeios. Como em todas as minhas viagens, a maioria dos dias percorremos a cidade a pé. Só no segundo dia é que usamos o autocarro para conseguirmos chegar de manhã cedo à cidade do Vaticano.

 Toda a experiência desta visita aqui. (Brevemente)

Na tarde do próprio dia em que chegamos a Roma partimos logo à descoberta. O primeiro destino foi a Igreja de Trinitá dei Monti separada da Praça de Espanha pela grandiosa escadaria, contando 135 degraus e inaugurada pelo Papa Bento XIII, em 1725. Ao longo de todas aquelas escadas encontravam-se várias pessoas a vislumbrar a paisagem e, na altura, a espetacular árvore de Natal.

Na Praça de Espanha, como em todos os locais de Roma, estavam dezenas de pessoas à volta de uma das maravilhosas fontes que vimos nesta viagem, a Fontana de la Barcaccia, esculpida por Bernini, à semelhança de tantas outras nesta fantástica cidade. Ao percorrer a Via Condotti chegamos à espetacular Piazza del Popolo, um grande espaço com muito boa energia e com o Obelisco Flaminio no centro da praça com os seus majestosos 24 metros de altura e levado para Roma por Augusto, desde o Egipto, e transladado da sua localização inicial na cidade, o Circo Máximo.

Curiosidade: para este obelisco poder ter sido colocado no centro da praça, a típica fonte foi re-localizada.

Confesso que estava à espera de uma fonte maravilhosa mas não estava à espera de tamanha grandiosidade, a Fontana de Trevi foi, de facto, uma agradável surpresa. É uma vista de cortar a respiração! Quando nos aproximámos da Praça de Trevi começámos a ouvir o ‘burburinho’ da água e de todos os turistas a tirar fotos em frente à fonte e a descansar um pouco na companhia de um ótimo gelado. Recomendo a gelateria Il Melograno! Depois de atirarem uma moeda à fonte a desejar voltar a Roma e depois de tirar 300 mil fotos 😜 seguimos caminho pelas ruelas, a partir desta praça. Seguimos até à Praça del Quirinale com a sua Fontana dei Dioscuri e um antigo palácio papal e atual residência oficial do presidente do país.

Daqui, para ir para o hotel, caminhamos até à Praça Venezia passamos pelo Fórum e, sem contar, encontramos o gigantesco Coliseu!

No segundo dia, como já foi mencionado, saímos cedo para fazer a tão desejada visita ao Vaticano e, na volta para o hotel, a pé, a paragem seguinte foi o belíssimo Castelo de Sant’Angelo e a sua ponte sobre o Rio Tibre. Nesta ponte, consegui ver um dos mais bonitos pôr-do-sol, e outro no cimo das escadas da Praça de Espanha.

A construção deste castelo começou no ano de 135 D.C. e teve várias funções ao longo de todos estes anos: desde mausoléu, a posto militar e prisão. No topo vemos uma estátua que dizem ter sido lá colocada porque na altura em que Roma foi assolada pela Peste Negra, o Papa Gregório I disse ver no topo do castelo o Arcanjo São Miguel e teve isto como um sinal do final deste flagelo.

Chegada à Piazza Navonna com a sua Fontana dei Quattro Fiumi no centro, percebemos o quanto esta praça mudou ao longo dos tempo. Anteriormente, esta praça era um estádio. Atualmente, ainda retém a antiga forma e as casas estão construídas sobre o que antes seriam as bancadas. Começou a ser considerada praça quando o mercado da cidade foi para lá transferido. Nas suas extremidades, encontram-se outras duas fontes que conferem a este espaço uma mística incontornável: a Fontana di Nettuno e a Fontana del Moro.

Daqui conseguimos percorrer a pé as pequenas ruas até ao magnifico Pantheon. Uma das estruturas da Roma antiga melhor preservadas até aos nossos dias. Localiza-se na Piazza della Rotonda. Ainda hoje é utilizado como igreja dedicada a Santa Maria e os Mártires. Mas esta função dos dias de hoje não é a mesma que quando este edifício foi construído. Especula-se que o nome panteão vem do facto que o formato da estrutura se assemelha aos céus e outros por acharem que seria uma homenagem a todos os grandes deuses. A cúpula tem uma abertura chamada de óculo que foi necessário construir por três razoes: a primeira, e mais importante, porque o peso eventualmente faria com que caísse, a segunda para estar mais próximo dos deuses e por ultimo, o raio de luz que entra pelo óculo permite alguns estudos relacionados com a astronomia.

Para terminar bem o dia, nada como um jantar no restaurante Washington que fica em frente ao hotel. Não é propriamente barato, mas a comida é maravilhosa e, pensando bem, até que para o que se comeu nem ficou muito caro.

Um novo dia e uma nova parte da cidade. Desta vez o primeiro contemplado seria o famoso e monumental Colosseo, o maior anfiteatro alguma vez construído. Diz-se, atualmente, que nos seus tempos áureos conseguia albergar até 80 mil espectadores. Estão a imaginar a grandiosidade disto tudo? Não dá para o fazer até estarmos dentro do próprio coliseu. Como sabem, o coliseu foi palco de vários “espectáculos” ao longo dos séculos: lutas de gladiadores, simulações de batalhas marítimas, caça de animais selvagens, execuções, encenações de batalhas famosas, e até teatro. Símbolo da Roma Imperial foi sofrendo com o tempo, desde terramotos a saques, fizeram com que o Coliseu tenha o aspecto atual. Mesmo ao lado, conseguimos observar a colina onde se situa o Palatino. Alguns estudiosos acreditam que Roma nasceu aqui mesmo, havendo sinais de população do ano 1000 A.C.

Do Palatino ao Fórum é um saltinho! Antigamente era o local onde se faziam trocas comerciais, discursos políticos, confrontos, etc. Um verdadeiro símbolo da grandiosidade desta cidade na Roma antiga.

Algo que eu queria muito ver em Roma era a Cúpula da Basílica de São Pedro pelo buraco da fechadura. Depois de alguma pesquisa, descobri que na Piazza dei Cavalieri di Malta se encontra o Buco della Serratura na Villa del Prioratodei Cavalieri di Malta. O acesso ao público a esta Vila é restrito, só algumas vezes por ano é que são permitidas visitas guiadas. Temos que subir uma rua e sofrer um pouco até chegar, mas vale muito a pena, só para poder ver esta vista pelo buraco da fechadura.

O último dia foi dedicado à zona de Termini. Começamos pela visita à Basilica de S. Clemente al lateran na qual aconselho a visita às catacumbas, e avançamos para a majestosa Arquibasílica St. John Lateran a mais antiga e maior das cinco basílicas do Papa. Aproveitem para entrar e conseguir percorrer a Escada Santa.

Neste distrito (Termini) há imensos jardins onde podemos descansar da caminhada. É uma zona mais contemporânea mas que já se encontra uma pouco degradada. Não desgostei! O ambiente é diferente do resto da cidade.

Não posso deixar de referir o Cemitério Monumental Verano junto à Basílica de S. Lorenzo al Verano. É um cemitério instalado nesta zona no início do sec. XIX, Católico e Judaico e também teve função de monumento às vitimas das 1ª GM. É, sem dúvida, o maior cemitério de Roma.  Encontrei por acaso mas resolvi dar uma volta para ver como era. É capaz de ser o mais assustador que visitei até hoje: as esculturas rodeadas de ervas e trepadeiras, os grandes mausoléus das maiores famílias de Roma, as campas já degradadas. Não há bem palavras para descrever o que vi lá. Mas recomendo a visita (se forem em dia de nevoeiro ou mais à noite, não me responsabilizo 😂). Basicamente, desde que este cemitério abriu todos os romanos eram aqui sepultados à exceção de papas, cardeais e realeza.

Não deixem de visitar esta magnifica cidade. Há tanto quer ainda ficou por ver. Espero voltar e percorrer mais uma vez estas ruas maravilhosas.

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