Funchal, um jardim à beira-mar

Quem quer ir de férias “para fora cá dentro”? O que acham da maravilhosa Ilha da Madeira, mais concretamente a linda cidade do FunchalCapital da Região Autónoma da Madeira? Esta ilha, também conhecida como a pérola do Oceano Atlântico, foi o destino escolhido para umas mini-férias e para uma descoberta a solo. Mais uma vez tomei a decisão de viajar sozinha, e que bom que foi!!

Começo por esclarecer o nome “Funchal”. Quando as primeiras pessoas a descobrir a ilha desembarcaram encontraram muito do que tinha o nome Umbelifera Foeniculum Vulgare ou mais commumente conhecido como funcho, daí o nome da cidade.

A viagem foi feita pela companhia EasyJet e ficou por mais ou menos 100€ ida e volta. Chegada ao Aeroporto da Madeira, mais recentemente conhecido como Cristiano Ronaldo International Aeroport, tive que me dirigir para o centro da cidade. A forma mais barata é o AeroBus, a viagem de ida e volta ficou por 8€ e o tempo do aeroporto até ao centro – zona velha – é de aproximadamente 30min.

No que se refere à estadia, em primeiro lugar decidi-me por um hostel, já que a viagem, como já foi referido, foi feita sozinha. O escolhido foi o Divino’s Hostel a 900m, da zona velha do funchal. Ficou extremamente barato, 40€ por 4 noites. Não foi o melhor hostel em que fiquei mas também não era mau. Escolhi o quarto de 6 pessoas, um pouco apertado, mas cumpria a função. Este Hostel tem duas cozinhas bem equipadas e dois espaços ao ar livre, um em cada andar, onde se pode fazer as refeições e descansar, e tem também três casas de banho.

A ilha tem, como é esperado, muito declive e, sair do Hostel para passear no centro da cidade é muito fácil, voltar é que já é mais difícil, já que é sempre a subir.

E as visitas? Há tanto para ver nesta cidade. Comecei pela zona do Monte. Logo de manhã, depois de um ótimo pequeno almoço junto à Praia da Barreirinha, dirigi-me para o teleférico, mesmo ao lado e comprei a viagem por 32€ (estava incluido a viagem de teleférico para a zona do Monte, descida de teleférico até ao Jardim Botânico, entrada neste jardim e regresso nas duas viagens de teleférico).

Mal saem da primeira viagem de teleférico, logo do lado esquerdo, encontra-se o Jardim Tropical Monte Palace (entrada 12,50€, área de mais de 70 000 metros quadrados e aberto aos Domingos). O meu lugar favorito no Funchal! Lindo, sossegado e com tanto para ver! Neste jardim vão conseguir ver o Museu Monte Palace com três galerias, duas com esculturas da exposição intitulada “Paixão Africana” e outra com uma coleção de minerais provenientes dos quatro cantos do mundo – Segredos da Mãe Natureza. Tem também presentes neste espaço o Jardim Oriental, azulejos ao longo do percurso da História de Portugal e dos Portugueses pelo mundo, lagos e cascatas espetaculares e uma vista sobre a cidade de cortar a respiração.

Depois de sair deste jardim podem fazer uma pequena caminhada até à Igreja de Nossa Senhora do Monte. A vista do topo é incrível e vale bem o esforço de subir as dezenas de degraus. Esta igreja encontra-se a uma altura de 585m. Foi construída no sec. XVIII e, no interior, para além das imagens, pinturas e altares podemos encontrar o túmulo de Carlos Habsburgo, último imperador da Austria que esteve exilado na Madeira em 1921.

Como já foi mencionado, incluído nos bilhetes estava a entrada para o Jardim Botânico. Este espaço alberga mais de 2500 plantas oriundas dos 4 cantos do mundo.

No regresso à zona velha da cidade, o destino a seguir foi a Fortaleza de São Tiago do Funchal. Este forte foi construído sob a Dinastia Filipina e se este edifício destoa pela cor amarela, em tempos defendeu a cidade de saques de piratas.

Se voltarem para trás aconselho a percorrer toda a Rua de Santa Maria, a rua mais antiga da cidade. Nesta, quase todas as portas e janelas são telas para magnificas pinturas e, à noite, esta rua é palco para as várias esplanadas dos restaurantes.

Com o clima temperado da ilha, sabe sempre bem guardar um jantar para ser feito num dos restaurantes desta rua. Recomendo o Restaurante Le Jardin. Provem o pão do caco com manteiga de alho, as sardinhas assadas e o pudim de Maracujá. Divinal.

Mais para o centro do Funchal podem encontrar a Sé Catedral do Funchal, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Assunção, com ordem de construção por D. Manuel I e o Parque de Santa Catarina.

Querem conhecer a ilha a sério? Esqueçam andar a pé! Até porque andar a pé naquela ilha só mesmo quem tem uma preparação física de quem vai ao ginásio pelo menos três vezes por semana (o que não é o caso)! Mas fora de brincadeiras, a melhor forma de conseguir conhecer os vários ‘cantinhos’ de interesse na ilha é de autocarro, na minha opinião.

Decidi então comprar um bilhete 3 em 1 da YellowBus por 18€ que incluía: o percurso pelos pontos mais importantes da cidade, o percurso até Câmara de Lobos, aldeia piscatória e, a viagem até ao topo do Cabo Girão. As viagens são feitas em autocarros de dois andares no qual, o de cima, é ao ar livre (cuidado com o sol!).

A ilha tem praias mas não são as típicas de areia branca. Tem sim, praias de areia preta e pedra vulcânica. Perto da Fortaleza encontra-se a já referida e pequena baía, a Praia da Barreirinha e existe outra praia, esta já na zona do Lido chamada Praia Formosa e, esta sim, já com um areal maior mas muito semelhante à anterior.

Gostam de animais e passeios de barco? Que tal juntar os dois? Aproveitem e façam uma viagem de Catamaran pelas águas do Oceano Atlântico, a poucas milhas da costa madeirense. Uma das empresas que organiza estas viagens é a VMT Madeira e o preço de uma viagem de 3 horas é de 35€ e vale cada cêntimo. Nesta viagem tive a oportunidade de ver 3 espécies de golfinhos, baleias piloto e tartarugas. Todos estes animais, mesmo ao nosso lado, a seguir as embarcações. Para além disto conseguem uma vista fantástica para a ilha, caso claro, o tempo colabore.

A não perder é também a visita ao Mercado dos Lavradores. Entre legumes, frutas, peixe e plantas, há muito por onde escolher, muito por onde provar e também muitas lembranças para poder levar para a família.

A minha estadia na Madeira foi breve e ainda ficou muito por ver, como por exemplo: as Casas de Santana, a Levada dos Balcões, a Eira do Serrado, o Pico do Areeiro, o Véu da Noiva, Curral das Freiras, Ribeiro Frio, Levada do Rei e tantos outros. Porque esta ilha tem tanto para oferecer. Mas vai ter que ficar para uma próxima viagem, com mais tempo. Portugal é sempre uma boa opção para passar umas férias, seja no continente ou nas ilhas, mas a Madeira foi uma agradável surpresa. Espero ter-vos cativado para passar uns dias nesta belíssima ilha portuguesa.

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