Samaná: um paraíso de selva e mar

Para quem procura aproveitar as águas quentes e transparentes das Caraíbas mas não está interessado em muita confusão, a pequena península de Samaná é uma excelente alternativa. Falámos de uma pequena província na República Dominicana, um pedacinho de terra tocado por algo muito sagrado, no meio de quase nada e ainda pouco conhecido pelo comum turista.

A receita para o destino perfeito é uma mistura entre praias paradisíacas, praticamente desertas e selva. Se és o tipo de pessoa que não gosta de ficar só dentro do resort a apanhar sol na piscina ou praia, então este é o destino perfeito para ti, recheado de atividades em comunhão com a natureza luxuriante.

Inicialmente, o plano era um destino como Punta cana, Varadero ou Riviera Maia mas, assim que descobrimos Samaná, não havia mais a pensar. Atenção a quem não gosta de chuva. Samaná, como quase toda a América central, tem um clima tropical marítimo quente e húmido, que faz com que chova pelo menos duas vezes por dia. Chove muito durante 5 minutos e logo a seguir somos presenteados com sol radiante e um calor que nos corta a respiração. A semana foi quase toda com 28º-31º com uma sensação térmica de 35º-38º e humidade sempre nos 92-96%. Isto em Novembro de 2018, quando aqui em Portugal já se viam as primeiras decorações de Natal e vestíamos os agasalhos mais quentinhos.

Para quem pensa ir e quer apanhar menos chuva (sim, menos! Porque nesta península vão apanhar sempre um pouquinho de chuva, dada a alta densidade de vegetação tropical) pode aproveitar os meses de Janeiro a Abril e, cuidado com os meses de Agosto a Outubro já que é a época de furacões. Basicamente, o que acontece é: ou vão na altura de chuva e apanham muito calor e alguma chuva, ou vão na altura de pouca chuva para a qual os locais dizem que não aguentamos porque nós, europeus, não sabemos o que é calor a sério 😂. Fica ao vosso critério.

Em Samaná ficamos, mais precisamente, em Las Terrenas, no Resort Grand Bahia Principe El Portillo (5 ⭐). A viagem foi feita pela companhia Air Europa. Confesso que foi o primeiro voo de longo curso que fiz e, meus amigos, custa muuuuuuuito aguentar 9h dentro de um avião. Para chegar lá fizemos um voo Porto – Madrid para uma escala de duas horas e depois seguimos no voo para Santo Domingo que demora, aproximadamente, 9h. Chegados, finalmente, fizemos uma viagem rápida (#not) até Las Terrenas (2h de carro). Mas acreditem que quando chegamos ao hotel percebemos que a viagem valeu cada segundo desconfortável passado no interior do avião.

O hotel referido é, literalmente, um luxo. Uma pequena cidade dentro de portões com cerca de 24 vilas cada uma com 10-12 quartos. Portanto, como podem imaginar, para nos deslocarmos dentro do hotel ainda tínhamos que andar um pouco, por isso, haviam, sempre que necessário os Cadis (uma espécie de carrinho de campo de golf que podia ser reservado pela aplicação da cadeia de hotéis Bahia Principe), à disposição de todos os hóspedes e que nos levava do quarto para, por exemplo, os restaurantes.

Para além de piscina, campo de ténis, praia privada, jacuzzis, zonas não autorizadas a crianças, spa, ginásio, bares abertos 24h, discotecas e lindos jardins interiores, ainda tinha, o Restaurante Buffet – Las Dálias – mais outros quatro restaurantes à la carte: um francês – Orquídea (Gourmet) – , um brasileiro – Rodízio – , um italiano – Portofino – e um mediterrâneo – El Pescador. Estes últimos necessitavam sempre de reserva com, no mínimo, 24h de antecedência. Provámos todos e são todos soberbos e ótimos para variar da comida do buffet, não desdenhado no entanto, a sua ótima comida, proporcionando todas as noites um tema diferente, por exemplo, comida mexicana, comida tailandesa, japonesa, etc.

O pequeno almoço naquele hotel é, por si só, um atentado à gula e quase que dá para comer para o resto do dia. A simpatia de todo o staff deste hotel é incrível. São todos muito prestáveis e amáveis e com o uso da aplicação, para pedir, por exemplo, um cobertor, demoravam 5 minutos (já disse o quanto o hotel era grande?) a trazer ao quarto.

A somar a isto o hotel ainda oferece várias atividades durante todo o dia, entre elas: animação na piscina, concertos e espectáculos noturnos, e ainda atividades de praia como caiaque, passeios de catamarã, snorkeling ou até Jenga, aulas de dança e desportos como o volleyball. A praia do hotel é perfeita e para quem quiser uns bons passeios de fim de tarde pode sempre assinar um papel de responsabilidade à saída dos limites da praia do Bahia Principe e percorrer quilómetros e quilómetros de praia sem ninguém. Vale a pena. A água não é a mais quente em que já nadei mas é ótima. Toda a costa está repleta de corais mas sempre com zonas em que dá para nadar ou simplesmente ficar a boiar a pensar em como é bela a vida.

Como não somos pessoas de nos prender muito ao hotel reservamos duas excursões. A primeira incluía, na parte da manhã, um passeio de barco pelo Parque Nacional Los Haitises, uma área natural protegida que cobre 1600 km2, e apresenta rochedos com 30m de altura, extensos manguezais e pequenas ilhas que abrigam centenas de aves de várias espécies em risco e têm, também, várias grutas visitadas não só pela sua beleza perdida no meio da selva mas também pelos petróglifos e pictogramas nas suas paredes.

Deste magnifico parque, partimos de barco para a espetacular ilha de Cayo Levantado aka Ilha Bacardi (ficou assim conhecida pela publicidade a essa mesma marca lá filmada na década de 70). Chegados a esta ilha completamente encharcados da viagem de barco após uma tempestade no meio do mar, almoçamos num pequeno restaurante no meio de árvores, palmeiras e casas em madeira típicas desta zona. Logo a seguir ao almoço, podemos aproveitar a deslumbrante praia de água quente, apanhar um ‘solzinho’ e deixar meia horinha para a compra dos recuerdos.

Preparem-se para negociar. Nós, até as sapatilhas deixamos lá ficar em troca de búzios e ímans para o frigorifico.

A segunda excursão foi só na parte da manhã. A primeira paragem que fizemos foi para visitar uma casa de fabrico de tabaco e seguimos viagem para o majestoso Salto del Limón. A viagem pode ser feita a pé ou a cavalo em metade do percurso e a restante é feita a pé.

Preparem-se para subir milhões de escadas. (ok! Não são milhões de escadas mas foi o que pareceu. 😜). Ficamos sem fôlego quando olhamos para a cascata com 40 metros desde o cimo da Sierra de Samaná. E sim, podem mergulhar na pequena piscina que se forma no fundo desta cascata e tirar fotografias que não conseguem igual em mais lado nenhum.

Samaná é incrível, de todas as formas e por todas as razões, as praias, os corais, as cascatas, os passeios pela selva, as visitas de barco ao parque nacional. Tudo é lindo e de cortar a respiração!

Se já estão a pensar na próximas férias, considerem Samaná e o Grand Hotel Bahia Principe El Portillo e acreditem que não se vão arrepender. Fica a viagem de uma vida! As ilhas das Caraíbas eram uma das minhas viagens de sonho e que já posso colocar como ‘check’ na minha bucket list.

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