À caça de cascatas no norte de Bali

No norte da ilha é onde encontrámos a natureza no seu estado selvagem, uma região montanhosa onde o clima é inconstante, mais propício à chuva e ao frio, contudo, é também onde as águas se atiram do cimo das rochas e formam algumas das cascatas mais incríveis que podemos encontrar no planeta. Os exemplos abaixo são apenas alguns das inúmeras opções de cascatas em Bali.

Portão de Handara

No caminho para as cascatas do norte, apresenta-se o famoso Portão de Handara e este foi, sem qualquer dúvida, o lugar que mais me desiludiu em Bali. Não é nada mais que um pórtico, construído como entrada para um resort de golf, que se tornou local de peregrinação para os afincados influencers do Instagram. O resultado disso é ter de ficar numa fila e pagar uma taxa para tirar uma simples foto. Na minha modesta opinião, o tempo que passamos em Bali é demasiado valioso para o perdermos numa fila.

Apesar da desilusão, é sempre divertido tirar uma foto a saltar.

Cascata de Banyumala

Ninguém disse que chegar ao paraíso era fácil e, de um modo geral, todos os “pedacinhos do Éden” que podemos encontrar na ilha são de difícil acesso e exigem uma boa caminhada, por entre selva, lama e rochas. Isto é ótimo para os fãs de trekking, mas nem tanto para quem não tem uma preparação física adequada. Ou seja, se visitar Bali está nos teus planos, o meu conselho é que comeces o treino o quanto antes e adiciones à tua lista de bagagem umas sapatilhas (aka ténis) com boa aderência ao solo.

A lendária cascata de Banuymala.

A cascata de Banyumala exige uma descida (e consequente subida) de cerca de 20 minutos, desde a área de estacionamento. O percurso com corrimão em bambu já é parte da recompensa pelo esforço, pelas paisagens vertiginosas rodeadas de vegetação, no entanto, atingir o fundo, ouvir e mergulhar nas suas águas refrescantes é, sem qualquer exagero, uma das melhores sensações do mundo. Nadar até à queda de água e sentir a sua força no corpo é quase como ser abraçado pela própria natureza.

Cascatas de Banyu Wana Amerta

A próxima paragem é um local, não com uma, mas com três cascatas! Na descida tivemos uma autêntica aula de botânica e observámos ananáses, a peculiar jaca, aloé vera, malaguetas, descobrimos como é cultivado o café e ainda houve tempo para comer bananas típicas, que são pouco maiores que um dedo.

A mais pequena das três cascatas.

Ao longo do percurso somos abençoados pelas várias cascatas que se concentram nesta área, para além de árvores milenares, cujas raízes alcançam vários metros de comprimento e, nos seus troncos, se formam frutos que viemos a saber serem venenosos, pelo simples facto de os animais não se alimentarem deles.

É importante referir que, em nenhuma destas cascatas, é possível mergulhar ou tomar banho, devido ao baixo caudal de água disponível. Contudo, a verdadeira magia está em apreciar a serenidade e esta obra-prima meticulosamente criada pela natureza.

A imponência da água num cenário surreal.

Surpreendentemente, estas cascatas em particular não parecem ser muito conhecidas pelo comum turista e nós éramos praticamente os únicos a visitar este local. E vamos tentar com que se mantenha assim, como um segredinho só nosso!

Vale lembrar que a responsabilidade de preservar esta beleza é de cada um de nós, sendo que as únicas coisas que devem lá ficar são as pegadas que deixamos para trás.

A entrada nos percursos das cascatas tem um custo de 30.000 rupias indonésias, o equivalente a cerca de 2€.

Tempo de Ulun Danu Bratan

A água é, para os balineses, um elemento sagrado e de purificação e isso reflete-se pela sua presença na maioria dos seus templos, contudo, poucas são as estruturas que enfatizam esse facto como Ulun Danu, em que o pagode onde é guardada a água sagrada se encontra rodeado por um lago.

Pagode sagrado rodeado de flores.

O mais peculiar é que, esse mesmo lago, à semelhança dos oceanos, possui maré baixa e maré alta, deixando a descoberto a área em que o pagode do templo está envolto no período de maré baixa. Curioso também é tentar imaginar para onde irá a água durante esse período, num lago situado a mais de 1300 metros de altura.

A paisagem, delimitada pelas montanhas e pelos jardins extremamente cuidados e coloridos conferem a este templo uma beleza imensurável e vale, por si só, a visita a este local. O custo de entrada é de 50.000 rupias indonésias, cerca de 3,30€.

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